26 de maio de 2012

• Encontro de sorrisos

7 Percepções


Olha que o amor me comoveu
E se moveu caminhando lentamente
Espero que não vá brevemente
De risadas todo o ambiente encheu

Quem sabe nós estejamos enganados
Mas somos tão amados
Cuidamos um do outro, sim
O seu olhar sincero repousando sobre mim

As vagas olhadas e as paisagens não podem explicar
E foi-se que em suas mãos achei carinho
E penso que antes vivíamos sozinhos
Agora acho que não quero te largar

Perdoe garoto dos olhos verdes serenos
Se tanto tenho receio em falar do amor
Como se fosse sentimentos meros, pequenos
É por causa do coração que ficou áspero de desabor

---Fran.Machado

24 de maio de 2012

• Julgarei-me mudada

3 Percepções



Julgarei-me talvez insensata
Não acerto nunca a hora exata
Falo e faço meus dias em impulso
Quero só pra mim o que está avulso

Que fiquem com frases reprimidas!
Não sou desta modéstia oportuna
E sim das histórias resumidas
Tal curiosidade se mostra como fortuna

Julgarei-me com virtudes
De calmas ao acordar nostálgica
A me assombrar da mágica
De me largar em inquietude

Quero meu repouso sorrateiro
Repousar os neurônios cansados
Na filosofia de um dia inteiro
Tenho muito pensado, quem sabe mudado

--- Fran.Machado

22 de abril de 2012

• Emergências

7 Percepções


Nos espelhos em minhas memórias
Que sempre nesses últimos dias
Ousei de não querer enfrentar!

Embora eu crie minhas histórias
Ficar estática nem me deixou sadia
Ah, se meu coração pudesse se soltar...

Feito aquele balão no ar eufórico
Que toca nas nuvens sem receio
Guardando em si novas vitórias

Feito o simples som melódico
Soando em seu momento sem freio
A entrega de uma nova glória

---Fran.Machado

24 de março de 2012

• Tudo é um encaixe

18 Percepções
Talvez a hora mais certa para silenciar
Embora eu durma tão tarde
Não menos que três da manhã

Eles jamais vão poder me jogar
Palavras cruas e covardes
Não estando eu na verdade sã

Nem é a boêmia inventada na cabeça
Muito menos psicologia barata
É que as coisas tem de a se encaixar

As coisas que se mereça
Ou tudo não passa ideia que se mata
Pôr desordem a fim de perturbar

As coisas poderiam bem se arrumar
Por si, sem eu pensar mil planejamentos
Como se isso dependesse só de mim

Pés que não descansam vão me derrubar
E de novo falar demais com meus sentimentos
É como conformar-me com qualquer fim

Acho mais simples esperar
Junto ao tempo vagar

---Fran.Machado

28 de fevereiro de 2012

• Ao afeto que se foi

7 Percepções

Já não sussurava em minha alma
E na agitação eu sentia a brisa calma
Estarei sozinha conversando com meu eu
Acabarei percebendo que me tornei só museu

Não há mais sentimento verdadeiro!
São apenas alegres e sútis memórias
Quem sabe o afeto que foi banido do roteiro
Para que eu tenha reais glórias

A minha ilusão em seu estopim
Tudo que é superficial tem de ter um fim
Metades, meios termos não me adianta
Enganosos olhares, isso hoje me espanta!


---Fran.Machado

12 de fevereiro de 2012

• Sobre o tempo

17 Percepções

Sobre o tempo neste momento
Voaram as palavras de minha língua
Cansadas de estar a míngua
No aguardo de qualquer acalento

Eis que caio para admirar
O que construí sem derrubar?
Sem ocasionar os maiores estragos
O que ousei em tempos vagos?


Sobre fatos do tempo enredado
Não serve em mim tamanha grandiosidade
Alguém dividiria comigo então a saudade
Mas ninguém entende do que é intocado

Sobre o tempo escondem-se lugares
Os favoritos olhares
Que eu sinto falta em receber
Onde apenas eu posso ver

---Fran.Machado

25 de janeiro de 2012

• A Efemeridade adoece

14 Percepções
É certo que vou arrumar
Esse meu quarto bagunçado
E parar de me achar
Um monumento ilhado
De emoções efêmeras

No dicionário busco o significado
Ao que tenho passado relutante
Deve haver algo embrulhado
Algo que seja mesmo constante
Sem tolices e asneiras

E eu tinha alguma emoção
Na ponta dos meus dedos
A qual já fiz tanta reclamação
Deixando nos modernos medos

Medos de que fira gravemente
E efêmera devo estar sendo
Alego que ando meio doente
O que estará me adoecendo?

Tal efemeridade a vir assim cedo?



---Fran.Machado

14 de janeiro de 2012

• Algo que Olvidei

18 Percepções



Nesses meus bolsos furados
Caíram tudo de abstrato
Escorreram junto à enxurrada

Quem sabe corações frustados
Na sombra de quem some no fato
E pensa guardar forças compensadas

Imóvel tenho tocado na brisa
Aquela mesmo que empurra
Que voa o amor na contradição

Que minha pele tanto alisa
Mas depois a surra
Como numa dor de negação

Algo que olvidei
Destino indeciso que deixei
Algo que permiti escapar
Sem nem mesmo cumprimentar


--- Fran.Machado

1 de janeiro de 2012

• Ao que é real

13 Percepções
Trouxe meus suspiros de repente
Você, que a minha alma varria
Eu sorria ao seu lado e você tão bem sabia
(Aquele sonho no início do dia isso previa)

Que aquela noite mostraria seus olhos de perto
Com as luzes da cidade tão viva e agitada
Com a música alta, com a temperatura fresca, com a emoção
Até com o incerto sendo suspeito de tirar a razão

E estou surpreendida
É tanta emoção que estou prendida
Ao intraduzível!
Ao que não me cabe explicar e explicar

Sentir é ser surpreendido e não querer nada mais dizer
Fechar os olhos e ao instante se render
Que é estar tão perto...assim!


---Fran.Machado




(Primeiro poema do ano, abrindo com palavras felizes)

Um Feliz Ano Novo!

27 de dezembro de 2011

• Tanta desordem assim

6 Percepções

Não lute contra as minhas lágrimas, porque elas se sentem tão bem...
E eu, eu vou lembrar como voar
Desbloquear os céus em minha mente (Trecho da canção Secret Door- Evanescence)



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Na desordem deste tempo insatisfeito
Em frias conversas interiores busco achar
Meu real ar, real amor, real eu

De cometer erros sempre fui um ser suspeito
Ainda mais de a mesmice me largar
Poderei despedaçar de como quem tanto sofreu

Eis que nem chorei tanto quanto antes
Mas ensopei de lágrimas ao te desvendar
Além do minha afeição e mentes desenganadas

Fragmentos do meu eu em nossos instantes
É tão sofrido quando tentar te odiar
Não quero me tornar um vestígio de coisas findadas

Porém, vou lembrar de quem sou sorrindo
Te oferecer meu abraço de despedida por final
Nem ódio naquele último olhar inoportuno

Finja então que não está de vez indo
Até que você volte a meu sonho ser banal
Vou te ofuscar de mim com a luz do tempo noturno
---
Autoria: Franciéle R.Machado

25 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Ano Novo...

4 Percepções
Desejo a todos não só no Natal e no Ano Novo, mas sempre ter em si a magia de acreditar nos sonhos, a magia da união, de sempre ter esperanças. Fé em Deus, em Jesus, coragem e tudo o que nos impulsiona sempre a crescer mais. A todos os amigos Blogueiros e Blogueiras! =D


Parabéns JESUS!


22 de dezembro de 2011

• Mistura Cruel

7 Percepções


Eu sonhei com você indiscultivelmente
Cai de vez no amor no final do ano
Os acasos, isso foi fatalmente
Algo adentrando meu gentil plano

Eu tive displicência nesse fato
Mas por ti eu me mato!
De amor, em lágrimas piedosas
Assim malvadas, silenciosas

E essa poluição nesse ar
Quero alguém para me apoiar
Pois seus olhos agora eu destesto
Não te ver é o ocasional protesto

Eu não te amo moço ilusório
Amo aquela projeção sua
O real não me parece satisfatório
Você não escapa de me deixar na rua

Um consolo em noites chuvosas
Quando o frio é derradeiro
Pedir para as coisas maldosas
Para que deixem meu peito inteiro

E que você pare de ser dor
E a mistura de um esplendor!
---
Franciéle.R.Machado

3 de dezembro de 2011

• Coisa Saudosa/Canção Breves Certezas

8 Percepções



Com o ruído da televisão
Eu projeto a minha distração
Carente por alguma compreensão
Assustei a todos querendo atenção

O vento que sopra saudade
A fumaça mais doce e pálida
Não é que sorrir seja fraude
Mas há alguma coisa cálida

Deu palpites meu destino louco
Consigo o que sonho aos poucos
Falo e que fique ao eco
Pois se torno a reclamar peco

E pude sentir a maldade
Nesse sol de toda realidade
Nessas oscilações penosas
Saudade de algo tenho, existe
Uma coisa saudosa

Sobre os ruídos da conversa
Da canção, da respiração
Do que é coisa inversa
Desse silêncio e do agito da palpitação

---

Autoria: Franciéle R.Machado


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Música " Breves Certezas"


Venho com novidades, agora estou no mundo musical também e estou com

alguns vídeos no youtube...e há um em especial que é de uma canção

criada por mim "Breves Certezas" que foi tocado no Cine Rock Itaqui. A Música e a Poesia juntas!

Obs: No início o microfone está baixo, mas depois melhora...



Breves Certezas
Letra, melodia e arranjo: Franciéle Machado
Solo e finalização: Juliano Cabral

A vida passa
E o comum já não tem graça
Não quero nada mais
E a gente faz pirraça
Achando que assim se acha a paz, a paz
Que depressa se desfaz em um choque de realidade

Perdi à tarde na solidão e ainda assim
Não gosto da multidão

E eu quero o silêncio das minhas ideias
E não chorar misérias por causa dos temporais passados
Então eu sinto o impacto de qualquer verdade
Isso é um confronto em pleno final de tarde

Eu acho que eu sou a solidão
Mais bonita
Eu acho, eu acho (2X)

(Solo)

Eu acho que eu sou a solidão
Mais bonita
Eu acho, eu acho (3X)


Espero que gostem ^^

6 de novembro de 2011

• A imprecisão do depois

11 Percepções



Destinos não se escolhem
E esperanças se encolhem
Foram chuvas e demoras
Tudo ficou para última hora

O hoje não se julga
É uma coisa que se empurra
Face a face com memórias
Do que ficaria só em estória

Espero então pela chamada
Para sorrir no meu canto
Espero na insônia da madrugada
E nessa maturidade não deve ter pranto

Não se escolhe, nem se implora
Será talvez uma simples demora?
Ou não irá acontecer?
Quando ir de vez? Como saber?


---


Autoria: Franciéle R. Machado

28 de outubro de 2011

• Uma doida sentimental

11 Percepções



Tentei me compor ao silêncio urbano
Ao absoluto simples cotidiano
Com minhas frases de tanto afeto
Minhas bizarrizes de protesto

Era inútil arranhar as cordas
Da canção que ninguém ouvirá
A não ser as poesias tortas
Sobre o renascer do que voltará

E eu cantava e eles sentiam
Perplexos de repente me viam
Sim eu aquela doida sentimental
Mesmas composições, o habitual

Vestígios de líquido salgado
Lágrimas sorridentes cantando
Bem vindos ao cantar despreparado
Ao excesso da minha voz se mostrando

E arranhando cordas afinadas
Porém de melodias desnorteadas

---

Autoria: Franciéle R.Machado






(Pela primeira vez estou participando da Feira do livro de minha cidade

com um mural onde coloquei algumas de minhas melhores poesias. Só achei

algo relevante para contar para vocês...Sonhos de Poeta! =D)